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domingo, 29 de junho de 2008

Amigo perfeito

Amigo perfeito é aquele que te conhece melhor que você mesmo, ele confia em você quando nem mesmo você mais confia, ele está do seu lado não pelo que você faz ou pelo que você tem, mas simplesmente por quem você é, a amizade dele não está firmada em promessas de que você será sempre fiel. O amigo perfeito não exige que você seja perfeito, mas que seja verdadeiro. O amigo perfeito te ama mesmo quando todos não tiverem nem um motivo pra lhe amar, ainda que você se sinta um nada, para ele você será tudo, e fará tudo que for preciso para te fazer feliz. Ele saberá que tu és fraco, frágil, mas ainda assim te mostrará força de onde você não sabia que tinha. O amigo perfeito não esconderá seus erros, nem te ajudará a fazê-los, mas ele estará do seu lado mesmo você estando errado, ainda que para isto ele tenha que te repreender. O amigo perfeito sorrirá com suas vitórias e chorará com suas derrotas, ele saberá falar na hora certa, e calar-se também. Ele estará presente, mesmo que esteja ausente. Saberá ver em teus olhos, seus medos e angústias, porque o amigo perfeito está disposto a ir com você e por você até a última conseqüência. Ele irá até o último sacrifício, sendo este o sacrifício de morte, ainda que você não mereça. O amigo perfeito na realidade não é aquele que irá morrer por ti, mas aquele que já morreu. Aquele que morreu para que você tivesse vida. O amigo perfeito é Jesus Cristo aquele que fez da sua amizade...
Um objetivo de vida.
Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. João 15;13 Jesus Cristo


Ricardo de Souza Ângelo

sábado, 21 de junho de 2008

Feche os olhos e veja


Veja quem tu és
Veja teu ser com os olhos da consciência
Veja tua alma como ela realmente é
Veja teu caráter e não tua reputação
Se conseguires vir se assim,
Verás que não é o que pensavas que era
E muito menos o que as pessoas pensam,
Verás que és mais fraco do que imaginavas
E mais forte do que te diziam
Se conseguir vir se assim
Saberás que tem grandes limitações
E que ao contrario do que todos diziam
Estas limitações são suas dádivas
Pois só se superam os limites
Aqueles que reconhecem que os tem
Se conseguires vir se assim
Perceberás que és humano
Que és falho, que se fere, que se magoa.
E sabendo disto terás mais cuidado.
Cuidado com outros humanos como você
Que também são falhos, que se ferem, que se magoam.
Se conseguires vir se assim
Não dependerá de como outros te vêem
Mas sim como você se vê
Por isto feche os olhos e veja...


Ricardo de Souza Ângelo

O Beijo Roubado


O Beijo roubado
É beijo não permitido
É crime não condenado
É assalto de mãos desarmadas
É fingi assaltar
Quem na verdade que ser assaltado
O beijo roubado
É beijo romantizado
É pecado perdoado
É roubar e ser roubado
É ser vitima e ser culpado
É ser inocente e ser suspeito
Por ser suspeito é crime imperfeito
Pois crime perfeito
Não deixa suspeito.


Ricardo de Souza Ângelo

Desejo proibido


Desejo-te mesmo sabendo que não pode
Mesmo que isto seja impossível
Mas com seu sorriso, sua boca
Como não posso desejá-la.
Rosto de anjo, corpo de Afrodite
Pecado desejado
Queria não querer, mas quero.
Quero toca sua boca, seu pescoço
Sentir sua pele, ter seu cheiro.
Possuir seu corpo e ter sua alma.
Queria que fosse minha só hoje
Só hoje queria dizer que te tenho
Que é realidade sua presença,
Mas se não posso tocar seu corpo
Deixa-me senti sua alma
E cativar seu espírito.


Ricardo de Souza Ângelo

Amanhã talvez eu esqueça


Amanhã talvez eu esqueça
Esqueça que ontem fui amado
Amado por alguém especial
Que hoje não me ama mais

Amanhã talvez eu esqueça
Esqueça dos beijos de ontem
Dos lábios bem desenhados
Que hoje não sinto mais

Amanhã talvez eu esqueça
Esqueça dos lugares de ontem
Onde vivemos a magia do amor
Que hoje não vivemos mais

Amanhã talvez eu esqueça
Esqueça de quem éramos ontem
Onde um era tudo para o outro
E hoje não somos nem outro, muito menos um.

Amanhã talvez eu esqueça...


Ricardo de Souza Ângelo

A nossa música



Uma melodia, uma letra,
Um ritmo, uma nota.
Um grave, um agudo.
Poesia cantada
Verso e estrofes entre cifras
Assim faz uma musica
Mas há aquela musica
Aquela que toca dois corações
Aquela que faz você viajar no tempo
A mesma que toca na radio no dia certo
Sim estou falando deste tipo de musica
Aquele tipo que os casais tomam posse
Para poderem chama de nossa música
Este tipo de musica vem recheado...
Com momentos indizíveis
Com palavras ditas com olhares
Com conversas não verbais
Com lugares inesquecíveis
Nossa musica
Ainda continua sendo nossa
Mesmo que os casais não estejam juntos.
Porque a nossa musica
Não esta firmada só no que esta acontecendo
Muito menos no que esta para acontecer
Mas principalmente no que aconteceu.


Ricardo de Souza Ângelo

A nudez do poeta


Para o poeta escrever é se despir
Se despir do racional,
Da frieza do dia a dia
É deixar a alma nua
É expor sua nudez sem pudor
É se mostrar mesmo com dor
É ficar nu diante de suas palavras
É estrepites com versos e poesias
É se expor pra quem ama
É pra quem gostaria de amar
É ficar nu em praça publica
Por mostrar o que sente
É nudez despida com a pena
É revelar sua alma nua em dilemas
É nudez em forma de rimas
É alma despida da carne
É nudez de sentimentos escondidos
É raiva nua e crua
É alma explícita com letras
É se mostrar mesmo escondido
É posar nu em estrofes
É ficar pelado diante da vida
Da vida sentimental
É expor com maestria
A todos que ler sua nudez
Em forma de poesias


Ricardo de Souza Ângelo

Sua foto


Vejo sua foto
E sinto o seu cheiro
Cheiro dos seus cabelos
Dos seus cabelos em meu rosto

Vejo sua foto
E sinto o seu gosto
Gosto dos seus lábios
Dos seus lábios em minha boca

Vejo sua foto
E sinto o seu calor
Calor do seu corpo
Do calor do seu corpo sobre o meu

Vejo sua foto
E ouço o seu som
Som da sua voz
Da voz que dizia que me amava

Vejo sua foto
E vejo o seu brilho
Brilho dos seus olhos
Olhos que hoje eu não vejo mais.
Ricardo de Souza Ângelo

Só por hoje


Só por hoje
Queria tela ao meu lado
Queria ouvi-la dizer que está triste
E que ainda precisa do meu ombro

Só por hoje
Queria enxugar suas lágrimas
Tocar sua face lentamente
E dizer que ela ainda fica linda chorando

Só por hoje
Eu queria olhar para ela e ver
O quanto ela ainda me admira
E que ainda se importa comigo

Só por hoje
Eu queria que ela tivesse do meu lado
Só pra dizer obrigado
Obrigado por ter sido quem foi
E por me ensina a ser quem sou.
Só por hoje.

Ricardo de Souza Ângelo

Sonho acordado


Sonho acordado e acordo sonhando
Sonho a com a realidade
Acordo com a fantasia
Fantasia desta vida
Vida que parece surreal
Surreal de mais pra se viver
Viver neste mundo tosco
Desta vida torta
De valores relativos
Sonho acordado
Com a esperança no hoje
Para torna realidade no dia de amanha.

Ricardo de Souza Ângelo

Triste incerteza


Vejo em seus olhos a incerteza
A dúvida que esconde sobre tua face.
Onde a única certeza é a duvida
Duvida do que senti
Do que pensa
Ou do que não gostaria de sentir
E muito menos pensar
Pensar nos porquês
No talvez
Ou crer no que seria impossível
E só por um momento poder acreditar
Acreditar que a magia pode ser real
Que tudo que é mágico deveria ser eterno
Acredita nos contos de fadas
Crer no viveram felizes para sempre
Mas, infelizmente a magia termina.
Termina com o grito da realidade
Com os compromissos marcados
Com a aliança com a sociedade
Termina com fim do sonho
Na ultima estrofe
Do ultimo verso da poesia.

Ricardo de Souza Ângelo

Presente


Entre o ontem e o amanhã
Entre passado e o futuro
Entre o saudosismo e a ansiedade
Tempo real ponteiro acelerado
Isto é o presente
É o agora
É o já
É o momento vivido sem o amanhã
É o hoje sem o ontem.
E caarpe diem
E não pode errar
E não ter replise
É viver o hoje
Com a certeza que ele morrerá amanhã.

Ricardo de Souza Ângelo

sábado, 31 de maio de 2008

Triste Beleza

Sobre esta tua face pálida
Deste teu corpo quente
Com este olhar tristonho
Sobre esta boca sedutora
Esconde quem tu és
Ou quem tu gostarias de ser
Ontem triste, hoje alegre.
A manhã quem sabe
Quem és tu?
Ou o que esconde?
És tu um anjo?
E porque esconde suas asas?
Porque não voa anjo meu?
Voa a meu encontro
Cobre-me com tuas asas
Ou me leva em teu vôo
E sobre as nuvens que é teu lar
Deixe-me tê-la ainda que estejas triste
Pois sem beleza sei que nunca há de estar.

Ricardo de Souza Ângelo

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Pensar e sentir

Penso no que sinto
Mas já não sei se sei sentir.
O meu sentir já virou racional
Pois para sentir tenho que ter uma razão
Mas para ter razão não e necessário sentir
Logo meu sentimento se torna irracional
E se eu me tornar racional talvez deixe de sentir
Se a razão vem do pensar, de onde vem o sentir?
Se eu penso logo existo
Se eu sinto logo não existo
Se não existo por sentir
Mas sim por pensar
Para que seve viver
Pra viver sem sentir
E o mesmo que morre sem pensar
Mas se pensamos e não sentimos
Então morremos e não vivermos
Pois penso que viver e sentir
E sentir e pensar com emoção
Por isto vivo pensando
Nos sentimentos vividos no meu coração.
Ricardo de Souza Ângelo

Vida e Morte


Eu morro diante da vida
E vivo diante da morte
Morro de ver a vida mal vivida
E vivo com a mortificação do morrer
Morro na banalização da vida
E vivo na valorização da morte
Na morte pela liberdade
Dos mártires da paz
Eu vivo na morte de Zumbi
No martírio de Tiradentes
Eu morro com a vida da burguesia
Desta juventude consumista
Morro com a vida estudantil
De conhecimento em massa
Corrompida pela falta de pensar
Eu vivo com a morte do inocente
Que me faz pensar que poderia ser eu
Ser eu na bala perdida, no volante do bêbado
Eu morro com a vida dos não pensantes
Daqueles que não questiona o próprio viver
Eu morro com a vida daqueles que estão do meu lado
E não ver eu sofre com um sorriso falso no rosto
Eu vivo na morte de um aborto
Em saber que aquela criança
Não vai ver a luz deste mal que chamamos de mundo
Eu morro diante da minha vida
Por não saber viver como as pessoas
Queriam que eu vivesse.
Ricardo de Souza Ânagelo

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Mãe


Mãe é anjo sem asas
É amar além do amor
É doar-se alem da dor
É gerar só por amor

Mãe é morrer se preciso for
Pelo filho do seu amor
Que das suas entranhas saiu
Na alegria vestida com dor

Mãe é acordar em meio a noite
Para acolher em seu colo terno
E sustentar com sua vida
Através do alimento materno

Mãe é coração sangrando
É doar-se por sua cria
É viver sempre amando
Na tristeza ou na alegria

Mãe é agir com sentimento
E amor incondicional
É estar em favor do filho
Ainda que irracional

Mãe é ter para onde voltar
Quando não se tem para onde ir
É ter onde chorar
Quando não temos motivo pra sorri

Mãe é café na cama
É chá quanto se esta resfriado
É frango no fim de semana
É não querer ver o filho magoado

Mãe é morte aceitável pelo filho
Mas o filho não é morte aceitável pela mãe
Porque o filho não vive para mãe
Mas para a mãe o viver são os filhos

Mãe é uma dádiva de Deus
É presente divino
É sempre ver o filho
Como fosse um menino

Mãe é palavra não dita
É língua não inventada
É dicionário incompleto
Mãe é mãe e mais nada!
Ricardo de Souza Ângelo

A tristeza

Tristeza que me faz feliz
Hoje triste sim... Angustiado talvez
Mas feliz não mais...
A tristeza virou minha inimiga íntima
Já nem sei se ela é inimiga.
Pois sua companhia já me é desejada
Ela já é amante das minhas noites.
E com ela passo todos os momentos de dor
A tristeza já me deixa feliz
E a felicidade já me deixa triste
Já não sei separar uma coisa da outra
Ou a outra coisa de uma
Só sei que triste estou
Aquela tristeza gostosa que faz sentir frio
Aquela tristeza aconchegante
Não que eu seja masoquista
Mas é que a tristeza já faz parte de mim
E não sei se quero que ela vá embora
Quando estou alegre sinto crise de abstinência
Por falta da minha tristeza de estimação
Tristeza não só da ausência de alegria
E muito menos falta de felicidade
Tristeza e pensamentos inacabados
E momentos no quarto sozinho
E viver a angustia com prazer
E prazer mesmo no sofrer
Ricardo de Souza Ângelo

Hoje eu não queria ser eu


Hoje eu acordei com raiva de mim
Eu queria não ser eu
Não sei o que queria ser
Mas eu, com certeza, não queria
Queria não pensar como penso
Só por hoje eu queria ser outro
Pois já não suporto mais minha presença
E me ouvir já está insuportável
Não agüento mais minhas neuroses
Quero ser uma outra pessoa
Com outras manias e hobbis
Quero odiar as coisas que gosto
E gostar das coisas que odeio
Quero parar de ser naturalista
Quero desmatar a Amazônia
Matar o boto cor de rosa
Extinguir a arara azul
Hoje eu não quero ser eu
Este ser pensante que questiona tudo
Só hoje queria acreditar que as pessoas são boas
Que o mundo é um bom lugar para se viver
Que o sonho não acabou
Hoje eu não queria ser eu
Queria ficar longe de mim mesmo por um tempo
E saber se teria saudade de mim
Será que eu sentiria minha falta?
Ou minha ausência não seria sentida nem por mim
Hoje eu só queria ser outro
Ainda que o outro fosse pior do que eu.
Ricardo de Souza Ângelo

Poesia da Salvação


Longe de ti, nasci.
Cresci sem te adorar
Quando pensava ter tudo, não te ofereci nada
Quando nada tinha, o Senhor me ofereceu tudo
Mesmo me rebelando me amou
A cruz que era minha ele tomou
A morte que eu procurei foi ele quem achou
Logo, de pecador a santificado passei
Santificado sim, sem pecado não ainda
Criatura agora não sou mais
Pois filho logo me tornei
Aceitei a Jesus Cristo
Não como sábio, filósofo ou profeta.
Mas aceitei como meu Salvador
O Senhor da minha vida
O capitão da minha alma
O merecedor do meu amor
Pois antes que eu o amasse
A sua vida ele entregou
Para cumprir o seu propósito
E manifestar a sua graça
Escreveu com sofrimento e dor
A mais linda das poesias
O seu título era amor
Poesia escrita com sangue
Sangue do meu redentor
Onde a cruz era a pena
Que sobre seu corpo escreveu
O pagamento da promissória
Que condenava você e eu.
Ricardo de Souza Ângelo

A dor de Cristo


Foi à dor da traição
Traição de um discípulo
Que com um beijo algemaram sua mão
E feriu seu coração

Foi à dor do abandono
Da fuga de seus amigos
Dos mesmos que ele orava
Enquanto estavam dormindo

Foi à dor da negação
Negação de um amigo
Amigo que o negou três vezes
Um amigo chamado Simão

Foi à dor da humilhação
Cuspiram em sua face
Face do Deus-homem
Que trazia a salvação

Foi à dor da multidão
Que o rejeitou com um clamor
Os mesmos que comeram o pão
Multiplicado pelo meu senhor.

Foi à dor do seu povo
Daqueles que preferiram o assassino Barrabás
A um humilde carpinteiro
Conhecido como príncipe da paz

Foi à dor do chicote, da coroa de espinho
Do carregar a cruz pesada
Na via dolorosa
Da queda no caminho

Foi à dor do gogota
No prega os pés e a mão
Ao levantar da cruz
No zombar da multidão

Foi dor do pecado
De pecados que ele não cometeu
Pecados meu e seu
Pecados que ali morreu

Foi à dor da ira de Deus
Recebida em nosso lugar
E com o grito esta consumado
Morreu pra nos salvar.
Ricardo de Souza Ângelo